quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mercado da carne parte II

Hoje fui almoçar a um restaurante português onde pára meio Maputo. Cruzei-me com o atrevido que já havia pedido o meu número a uma amiga em comum... Fiz-lhe um adeus quando o vi porque não quero cá muitas cumplicidades nem coisas do género...

Durante o jogo do Real mandou-me mensagens todo indignado porque eu lhe tinha feito um adeus... Enfim, get used to it. E então lá trocámos umas mensagens e ele disse que tinhamos de combinar algo mas rematou com um não moro sozinho. Ao que eu respondi como meu ar de espanto: Eu também não (infelizmente, diga-se.) e ele continua todo atrevido e pergunta-me como vamos resolver este assunto. Novamente, eu com o meu ar de estúpida/gozona respondo com um "mas para cafezar precisamos de casa?" e ele diz-me que para isso não mas para a sobremesa sim...

Eu sinceramente não sei por quem ele me toma mas claramente que tem uma ideia completamente errada sobre a minha pessoa. Acho que já passou o patamar do atrevido. Mas, como eu até me divirto com este tipo de coisas só respondi com um "sabes, os grandes prazeres da vida são aqueles que são conquistados com esforço...

E é verdade! Mas esta malta pensa o que? Que é chegar e partir? Mas que mundo é este em que vivemos?

Eu valorizo-me, sei aquilo que valho, sei quem sou, sei o que quero, como quero e quando quero. Não quero merda. Merda há muita... Merda já tive demais... Bem, nem tive assim tanta mas porque sei o que quero, porque não me rebaixo. Porque sei perfeitamente o que é estar com um gajo desses e depois chegar a casa e sentir um mega vazio e nem conseguir mais olhar para a cara dele e ficar desconfortável quando me encontro com ele. No way. Não quero nada disso, nem Maputo é grande o suficiente para esse tipo de coisas. Não quero e pelo silêncio dele acho que ele percebeu que as coisas não são assim tão lineares.

Só tenho é de perguntar à minha amiga onde está o gajo fofo que ela descreveu...

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