Estou farta de pessoas a criticarem o Governo. Estou mesmo farta.
A situação é má, toda a gente sabe disso. Os nossos anteriores Governos conseguiram gastar muito mais do que aquilo que recebiam e isso, como em qualquer parte do mundo, significa sempre um dívida astronómica que, eventualmente, rebenta!
Quantas e quantas famílias é que vivem muito acima das suas possibilidades? Quantas famílias é que no momento em que recebem já devem o ordenado e mais uns trocos? Quantas pessoas vivem dos cartões de crédito?
Tudo bem, a culpa é dos bancos porque possibilitaram estas situações. Lembro-me perfeitamente do tempo em que as pessoas compravam uma casa, mobilavam a casa, compravam o carro e ainda pediam dinheiro para as férias. Pois é, esses tempos finalmente acabaram e o consumo desenfreado também. Vivíamos numa economia irreal, porque quase ninguém viva com aquilo que recebia. E os nossos Governos não foram diferentes.
Temos uma dívida enorme para pagar e, para isso, precisamos de fazer sacrifícios. Toda a gente sabe disso. Agora não me parece que interesse quem criou esta dívida porque não os podemos responsabilizar legalmente e muito menos apresentar a factura. Agora interessa, sim, pagar.
Por isso, bola para a frente!
Por último, acho ainda mais ridículo perder-se tempo a criticar o Primeiro-Ministro por ter dito o que todos nós pensamos. Não há lugares para todos os professores há anos. A coisa piorou? Sim, chega de tachos. Por isso, há que seguir em frente. Do meu ponto de vista ele deu uma alternativa a uns quantos milhares de desempregados, agora a decisão é deles.
Eu já pensei em sair do país, tal como muitos jovens licenciados e, se não sai, foi porque não quis. E vivo feliz com essa decisão. Mas, não me choca que muitos sigam o seu rumo para outras paragens. Se não há emprego aqui, lutem pela vida e procurem por aí!
E, pronto, precisava de libertar esta revolta.
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